Ontem, a noite estava reprimida, talvez carente de alguma presença sedutora. Não queria me pavonear para aquela garota, mas aquele jazz e aquele ar de cores púrpuras que entorpeciam até os mais tradicionais homens de engenho, colocavam-me torpe, num insolúvel questionamento: a vida, babe, é uma apnéia de sensações moleculares. Nas aulas de química eu só queria sentir a reação entre substâncias que minimizavam a prévia existência dos compostos, transformando-me em uma nova espécie: o homem ultramoderno, uma saga, uma mentira. Um deus que abortou a perfeição de tudo que se mexe e de tudo que se embriaga.
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