terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Juventude sem fleuma

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Espaçonaves e pessoas no céu, um céu dentro do céu. Dois céu, três céu. Céu não tem plural, só infinito.

A lua nova tem bilhões de anos e há quem se ache velho, muito velho. Mas isso não é regra nem fleuma.

Cruzilla desmanchou o silêncio. A atenção custa caro. Às vezes uma vida inteira.

Lá em Alvorada do norte, ´que beleza, ninguém chora não há tristeza, ninguém sente desamor’ etc... Cruzilla se banhava de sol, tampava o olho esquerdo com a mão direita e a mão direita com o pé esquerdo brincando de lógica.

- A maioria das pessoas que não tem nada para fazer, fazem sexo. Elas mal sabem que um casal de jibóia tem uma vida sexual bem mais interessante que qualquer bípede. Disse, Cruzilla.

- Quem olha o azul do céu desse lago profundo do sertão, ‘eu vim lá do sertão, eu vim lá do sertão’... etc, e não admirar o ar seco e os sapos secos e a boca seca, nunca vai gostar de Punta De Leste. ‘Bamboleio... bamboleio’.

Apostei com Cruzilla que qualquer expressão que ela fazia era mais interessante que suas reflexões. Um velho tentando o suicídio no dia da proclamação da república é mais atraente que meus sonhos de ir a Punta De Leste

É comum tentar se matar num dia onde o feriado coincide com um domingo. Todos levam muito a sério o calendário e vivem regidos por ele. Quarta feira, depois da sessão da tarde, é a melhor hora para se matar, segundo o matemático Oswald’e Sousa.

Clichê era a vida. A vida toda. Parte da vida, talvez um quarto ou poucas milhas. Um velho é um clichê. A morte de um velho é a morte de um velho clichê. A vida é um clichê. Aliás, Aquele velho, aquele fantasma que Cruzilla viu, era meu reflexo no drink de morango dela.
Juventude sem fleuma

Espaçonaves e pessoas no céu, um céu dentro do céu dois céu, três céu. Céu não tem plural, só infinito. Lua de cristal que me faz sonhar, já cantava a Xuxa. E saiba que euprefiro a Xuxa que a Ivete Sangalo.

Deus não gosta do silêncio melancólico da juventude. A lua nova tem bilhões de anos e há quem se ache velho, muito velho. Mas isso não é regra nem fleuma. Num grito rouco, Cruzilla desmanchou o silêncio. A atenção custa caro. Às vezes uma vida inteira.

Lá em Alvorada do norte, ´que beleza, ninguém chora não há tristeza, ninguém sente desamor’ etc... Cruzilla se banhava de sol, tampava o olho esquerdo com a mão direita e a mão direita com o pé esquerdo brincando de lógica.

- A maioria das pessoas que não tem nada para fazer, fazem sexo. Elas mal sabem que um casal de jibóia tem uma vida sexual bem mais interessante que qualquer bípede. Disse, Cruzilla.

- Quem olha o azul do céu desse lago profundo do sertão, ‘eu vim lá do sertão, eu vim lá do sertão’... etc, e não admirar o ar seco e os sapos secos e a boca seca, nunca vai gostar de Punta De Leste. ‘Bamboleio... bamboleio’.

Apostei com Cruzilla que qualquer expressão que ela fazia era mais interessante que suas reflexões. Um velho tentando o suicídio no dia da proclamação da república é mais atraente que meus sonhos de ir a Punta De Leste

É comum tentar se matar num dia onde o feriado coincide com um domingo. Todos levam muito a sério o calendário e vivem regidos por ele. Quarta feira, depois da sessão da tarde, é a melhor hora para se matar, segundo o matemático Oswald’e Sousa.

Clichê era a vida. A vida toda. Parte da vida, talvez um quarto ou poucos milhas. Um velho é um clichê. Uma morte que não seja a sua morte é um clichê. A vida é um clichê. Viver a vida de Manoel Carlos. Viver a vida de maneira nenhuma. Aquele velho, aquele fantasma que você viu era o reflexo do meu rosto no seu drink de morango.

domingo, 30 de Agosto de 2009

No escritório

- E aí, o que achou?
- Linda. Gostei bastante da mini saia. Tem lindas pernas, coxas grossas. Mas você é a primeira piranha que eu conheço que não dá o rabo.
- Passei um tempão me produzindo. Comprei essa blusinha aprova de porra. Você adora gozar onde não pode. Aposto que nem percebeu. Aposto que já quer que eu tire logo a roupa toda.
- Só fiz um comentário. Você é gostosa de todo jeito.
- Você me confunde. As suas palavras soam debaixo d'água.
- Não entendi?
- Você é bem devagar.
- Que decote!
- Quer que eu abaixe mais? Você sempre falando demais, quer que eu coloque na sua boca também? Que mais você não entende, quer que eu faça o quê? Não diz. E pára de fazer cara de mágico, eu me derreto.
- Eu sou fogo, hein.
- Eu também.
- e o Rabo?
- Quer que eu levante a saia e sente em cima de você, já, agora?
- Não sei.
- Nossa, você é assim também na hora de transar?
- Não.
- Você só quer comer meu Rabo?
-sim.
-Até que enfim uma reação. A Segunda reação. E que grande reação, duro.
- Porque seu beijo é quente, amor.
- Você mente, inventa.
- Não fala.
- Me beija. me come.
- Não me force a dizer que te amo.
- Você é muito lindo pra ser amado.
- fala mais
- hum.
- Tá gostando?
- tô, mais forte. Come meu...
- rabo? Hum
- sim, mas não goza na minha bunda, tenho que voltar para o escritório daqui a pouco.

segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

A idiotia

É fácil reconhecer um idiota. Ele está sempre com cara de atrasado ou perdido. Também desconfie daquele que diz que o sabor do whisky é superior ao seu efeito.

Jude

Viver até derramar preguiça. Viver de champange e orgasmos. Eflúvios e levitações.

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Professor Getúlio Borges

PARTE 1

Dia Nublado. O sol ameaça fugir pelas frestas das nuvens. O professor de Primário, Getúlio Borges, entra na sala.

- Bom dia, filhos da puta de merda.
- Bom dia Professor. (coro dos alunos)
- Hoje eu estou muito contente. Finalmente parece que vai parar de chover nessa cidade de merda. - Ricardinho!
- Presente, mestre.
- Não perguntei se estava presente seu viado estúpido. Quero saber o motivo pelo qual você só me aparece aqui molhado e com essa porra de toca de viado.
- Professor, estou molhado porque a desgraçada da minha mãe não se casou. É uma pobre fudida que não tem empregada nem dinheiro para comprar-me roupas. Então eu venho com roupas molhadas ao invés de borradas de merda.
- Ok, Ricardinho, e essa touca?
- Tenho câncer professor.
- Que doença de merda, hein?
- Alfredo, venha até o quadro e apague-o para mim.
- Não posso professor.
- Por quê?
- Porque sou paraplégico.
- Ha ha ha ha. Eu sei, estava só brincando com você.
- Hilda.
- Sim, Getúlio.
Por que as mulheres falam mais do que os homens?
- Não sei.
- Por que os homens tem duas cabeças e as mulheres dois lábios, hahaha.
- Lopez
- sí.
- És argentindo, no és, Lopez?
- Sí, professor.
- Te orgulha ser argentino?
- No, pero mais que brasileño. Pero nenhuma nación latino america és mejor que o otro, professor. Son todos una mierda.
- Muy Bueno, Lopez.
- Lopez.
- Sí, professor.
- Sabes por que os argentinos podem jogar futebol e os cavalos não?
- Está comparando los cavaios com los argentinos, professor?
- Claro que não, nunca faria isso com os cavalos, Lopez. Ha ha ha.

- Vamos parar de merda. Vocês precisam aprender a não tomar no cu, caralho. Essa buceta de mundo que vocês vivem. Puta que Pariu. Vocês sabem que não tem futuro algum, sabem? Que todos os governantes de merda cospem na educação. E vamos morrer todos de bombas nucleares, miséia e preconceito?
- Não, professor.
- Você é cego, Bruno? O que estou fazendo agora?
- Mostrando o dedo do meio, professor.
- Então você sabe, Bruno, você não é cego, é inteligente, só que nunca usou isso. Agora Todo mundo mostrando o dedo do meio para o Bruno, porra!

(coro dos alunos) êêêêêê...