Com notinha de cada personagem
Acabei de conversar com minha irmã pelo telefone. Plínia. Uma deusa Grega. Mal sabe ela que enquanto conversávamos eu levitava escutando a sua voz.. Nem contei. Fui egoísta e deixei esse fenômeno sobrenatural acontecer só para mim. De maneira que ele nunca existirá quando não é compartilhado. Por isso tenho três blogs e nenhum leitor.
Fui no blog da Cris agora pouco. Ela cortou os comentários. Entrou para o clube. Senti uma necessidade enorme de dizer: seja bem-vinda. Mais ela ficaria muito alegre, penso eu com meu ego, e talvez levasse até a sério. Geralmente é assim, dizemos: bem-vindo. E quando abre um sorriso, diante nosso focinho, em seguida dizemos: adeus.
Conversei com a Jude. Ela me condenou a ser feliz hoje pelo resto da vida. Então respiro bem forte dilatando meu pulmão. A Jude tem esse poder sobre mim. Cada pessoa tem um certo poder sobre mim. O da Jude é o seu sorriso e o formato dos olhos e o cabelo bagunçado e a covinha do lado esquerdo e... de maneira que a Jude tem vários poderes sobre mim. Curioso essa Jude.
Hoje lembrei do meu irmão, Cássio. Quantas boas e ruins composições que deixamos para trás. Cathola não tem ligação com música, porque nós não gostamos de músicas, apenas de levitações e Bethoveen.
Lembrei do meu amigo Gustavo. Escrevi um post pra ele. Ele nem sabe. Consequentemente me lembrei de vários outros amigos: da Kelly Cristina de São Vicente, momentos ótimos na Ilha Pochat. Martinha Mendonça lá de Pernambuco, ela me disse que sou a referência dela, louca. André Sol, Guilhermeza e WanderLúcio, amigos de Faculdade e de mudança de pensamento dentro dessa Faculdade. Fiz muitos amigos lá, embora tenha feito muitos inimigos pela contingência de idiotia. Silvia Brina, Renata Evangelista e Janahína.
Kelly Rocha, Aldo Baixo e toda a turma do Poker Tropical (respeitem o Aceman). Lilian Cabra já dizia que não dá para jogar Poker sem o Ace na mesa e o Ace era eu. Gracias, Dulce.
Tenho esse parágrafo ainda para escrever sobre a Thaís e a Raquel.
Meu primo Cris é e sempre será o espelho da minha família por parte de mãe. E o marcos por parte de Pai. Representam bem o que é a minha família, por bem e por mal.
Cida Sanchez foi a única pessoa que fez eu acreditar que poderia largar minha vida de autodidata. Escrevi dois livros de Poesias junto dela: “Carinhosamente Junto Dela”. Com subtítulo de “Azul Mulher Rosa Homem” bem brega. E Serestar, com ilustração da Rogéria de Deus, primeira artista de verdade que conheci. Serestar é um livro de adolescente, com poesias não menos bregas que “carinhosamente Junto dela”. Algumas poesias publicadaspela amiga Rute Gama com o título de Antologia poética da Voz, antigo site nosso. Cida Sanchez, Rute Gama e Rogéria de Deus. Encontrei vocês muito no futuro. Sorry.
Aqui no meu bairro tenho os amigos mais antigos. Pensamos totalmente diferente. Castiguei cada um com muita crueldade, com um afastamento depois de certa idade. Uma estupidez minha. Só porque li 12/2 de livros e passei a frequentar lugares diferentes deles, imaginei que não poderia um dia parar na porta da minha casa e chamá-los para entrar. Leco, Baiano, Bodão, Gustavinho, Cuei, Dedé, Calango (figura). Olha os apelidos, pobres diabos que amo sinceramente.
Lembrei da Vanessa. Mesmo sozinho em casa e com os convites irrecusáveis, eu resisti. Culpa da Jude, Vanessa. Ela tem vários poderes sobre mim. Você perdeu o seu único.
Israel e Rômulo são meus amigos intelectuais. Temos todas as divergências. Os dois, como todos intelectuais, ou fingidores, são fanáticos. O primeiro é judeu de alma mais que de nome. Socialista, idealista do século XIX. Um dos séculos que valeram a pena. Já o Rômulo é professor de assuntos de Discovery Channel e humorista involuntário.
Não lembrei da minha mãe hoje. Tenho a certeza do pecado. Ainda mais do perdão dela. Porque quando as coisas estão bem nunca lembramos de Deus ou da nossa mãe.
Continuo a cara do meu Pai. Tenho vários trejeitos dele. Meu pai não me inspirou em nada e essa foi a maior lição que ele me deu.
Caiocito. Chegou a vez da minha nota. Quando vejo os escritores brasileiros dizendo sobre sua infância; que foram leitores assíduos de Monteiro Lobato, eu desprezo Monteiro Lobato. Na verdade, quando criança, minha literatura era sobre disco voadores, alienígenas, espíritos, almas penadas, deuses e diabos. Gostava de terror, histórias de vampiros. Crimes e sexo. Sou diferente.