-
domingo, 3 de agosto de 2008
Mas foi
Um ortóptero saltador passeava pelo meu paralítico monitor perto de um link pornográfico. Agarrei-o paralisando seu guarnecer de asas, senti uma força desproporcional ao tamanho daquele grilo simplório, simpático, mas arredio feito, hum... seilá, uma palestra de Deleuze, vai. Apertei-o. Não quis matá-lo, só convencê-lo da minha superioridade. Seu sangue escorreu ao ponto de arrepiar meus pentelhos. Tá bom, não era propriamente um sangue, vai, também não sou propriamente um predador de grilos. Embora eu trapaciasse o bastante ao ponto de tornar minhas façanhas incompreensíveis. Então abri a janela e pensei em soltar o grilo, estendi a minha mão e... coloquei o grilo dentro da boca e mastiguei. Senti-me um homem mau. Pensei em todas as pessoas que tem cargos importantes num país como o Brasil, enquanto mastigava o grilo. Escutei ele balbuciar qualquer coisa meio grilado, mas ignorei.